Como foi sua experiência com Deus ? Como tem sido sua missão difícil ou fácil? Como o Espírito Santo fala para você?... Essas são perguntas que facilmente são respondidas pelos cristãos que de fato um dia se abriram a experiência do avivamento e do tão verdadeiro Amor que transforma e quer sempre o nosso bem independente da nossa situação de fraqueza e do nosso passado.
Para seguir a Deus e experimentar esse Amor constante, se torna necessário renunciar a nós mesmos, a nossa carne, romper com o pecado e se abrir para receber a vida nova e vive-la na naturalidade. Afastar-nos de muitas coisas ruins que atrapalham nossa caminhada e nos abandonar na confiança do Pai e no Seu discernimento, irá nos auxiliar nas muitas decisões.
O abandono de si e a mortificação da carne é o mais belo ato de correspondência ao grande Amor do Pai, morrer em nós na certeza da Vida.
O ABANDONO DE MARIA
A entrega ao Amor " - Eis aqui a serva do Senhor." (Lucas 1, 38) Foi o que a serva e digna Maria Santíssima disse para o chamado de Deus, a serva de Cristo não foi obrigada, ela própria fez sua escolha de aceitar a missão, mas antes da entrega ela questiona "- Como se fará isso?" (Lucas 1, 34) Uma pergunta tão ingenua diante da Divindade Suprema e Onipotente de Deus, mas tal pergunta temos feito bastante durante nossa caminhada, e Deus nós diz: "espera e fortalece teu coração." (Salmos 27:14) A vida daquela mulher mudaria para sempre, para a eternidade seria bem aventurada e força espiritual no auxilio de nós pecadores, seria elo de ligação entre sua descendência e Deus.
O ABANDONO DE MARIA
DEIXAR DEUS SER NOSSO MAR.
O Monsenhor Jonas Abib fundador da comunidade católica Canção Nova fala nos versos de uma canção sobre este abandono da carne, "não dá mais pra negar, o mar é Deus e o barco sou eu..." Demonstra muito bem sobre sua entrega ao Amor. Precisamos nos encontrar mais com Deus e confiar Nele para que sejas também nosso ar de respiração para sentirmos o sopro que nos dar a Vida que sopra do Espirito por seu Amor, seremos nós então o pequenino barco em meio ao infinito, não perdidos, mas em uma aliança de fortaleza e de abundancia de amor, acolhimento que levam a graça da Salvação. Quando Jesus esteve na busca pelos discípulos e em suas pregações levando o Reino, esteve muitas vezes na praia, no lago, caminhando naquelas areias procurando homens que se dispusessem a encarar aquele horizonte, podemos fazer uma analogia perfeita; a praia, como os primeiros passos da conversão, a busca pelo perdão; o vento do horizonte vindo do mar que sopra e que envolve nossos ouvidos, o Espírito Santo; o barco somos nós, subimos e descemos nas ondas, enfrentamos as tempestades que testam nossa resistência; o mar é Deus, infinito aos nossos olhos, envolvido pelo mistério e denso de Misericórdia e Amor onde podemos nos prender. Jesus pregou muitas vezes a beira das águas, Mateus 4, 13-16, Mateus 13, 1-3, Marcos 3, 7-8, Marcos 4, 1-2, João 21, 1-2. Navegar por águas rasas não nós deixa conhecer a tamanha divindade de Deus e sua força espiritual, navegar por águas rasas é uma escolha nossa, se tens vontade e o chamado divino no coração não exites em perder sua vida para ganhar a vida eterna, ser pescador de almas para Deus, ser um filho(a) amado(a) que quer o bem do próximo e se preocupa com ele no silêncio da suas orações da madrugada.
Se abandonar e remar para águas mais profundas pode ser doloroso, lembre-se serão muitas renuncias, família, amigos de infância, namorada(o), comunidade, mas se abandonar é isso se desprender da vida e da cultura terrena que em certas circunstancias é herege e nós tira da graça. O sobrenatural de Deus é inexplicável, mas ao mesmo tempo sentivel como uma brisa suave que fala no fundo na nossa alma e nós chama para águas mais profundas.
Magno Silveira

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